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Em busca do pai: Clínica pelo encontro


EM BUSCA DO PAI: CLÍNICA PELO ENCONTRO


Mariana Gomes Farias de Oliveira
 
A clínica psicanalítica coloca em evidência o papel central que a função paterna desempenha na dinâmica psíquica do sujeito, de maneira que as diversas patologias vivificadas via escutas nas relações transferenciais estão fundamentadas no modo como a mãe se coloca perante a criança em relação à função paterna. E em meio ao vigente mundo em mutação, fica difícil não lançar um olhar clínico sobre as novas modalidades de dizer, viver e exercer a paternidade, uma vez que esta é uma instituição sociocultural que se transforma sem cessar sob a pressão de múltiplos fatores.
A mutação de valores encontra-se entrelaçada com o exercício da função paterna na cultura contemporânea, a qual se apresenta fragmentada em seus diferentes componentes, assim desembocando numa desvalorização do pai. Evidencia-se uma fragilidade de lugar simbólico a respeito do pai e dos nomes e, consequentemente, há uma fragilidade das ancoragens identificatórias. O que antes era transmitido de pai para filho, hoje já não se sabe mais de onde referenciar, incitando à necessidade de pensar de outra forma o pai.
No novo mundo de incertezas e questionamentos, a clínica parece querer trilhar múltiplos novos caminhos de invenção do exercício da função paterna, uma verdadeira criação de um novo espaço paterno para fazer falar o mal-estar da paternidade. O momento indaga pelo encontro com o terceiro nas suas mais variadas formas/falas, uma busca pelo o que está em silêncio numa tentativa de reinventar uma autoridade. No mundo sem limites, o convite é para o encontro com o pai-limite; no entanto, esse encontro jamais será revivido, e, sim reinventado. A autoridade de outrora está emudecida, e se o nome estiver perdido, novos “pais nosso de cada dia”, enquanto nomes de inscrição de significante, clamam por novos espaços. Eis que a clínica inclina-se em reverência para ser esse espaço potencial de recriações por novas formas de amor.
Quando tudo parece estar dominado pelo não-sentido, a clínica é do sentido, e em face da “carência do pai”, quais os novos sentidos?! A era da fragilidade da imagem do pai faz eco com outros modos de falar de si e do outro, novas maneiras de se subjetivar, novas formas de se nomear para reavivar o que está mudo, silencioso. Daí, parafraseando Hurstel (1999, p.47-48):
A autoridade do pai, relacionada ao que constitui um sujeito, é antes um princípio que inscreve a criança numa ordem humana instituída, a dos nomes: e em primeiro lugar os que sustentam seu lugar em uma genealogia, a sua. Com isso, a relação ao Nome-do-pai é também o que introduz o ser humano no sentido da morte.
 
Na contemporaneidade em constante transformação, o tema paternidade não pode deixar de estar atrelado à questão da história, da sociedade e da cultura na qual o sujeito está inserido, uma vez que este transforma sua própria história colocando em circulação novos discursos e novos atos. Para tanto, entra em cena um verdadeiro trabalho de luto, de renovações dos nomes, de perdas de identificações para, assim, continuar a valer o sujeito de desejo o qual vem sofrendo as desinscrições do Nome-do-Pai.
Vislumbra-se um reposicionamento dos lugares subjetivos, de onde ‘me reconheço como sujeito’ e, consequentemente, reposicionam-se os lugares familiares uma vez que novos valores estão entrando na lei, tais advêm de referências tão infinitamente distintas que mais parecem sem referências, sem lei, sem pai. A palavra do Outro se alude a uma palavra morta, sem sentido. Na época contemporânea, os suportes simbólicos sociais da paternidade são frágeis e incertos, além de imersos numa confusa “carência paterna”:
 
Quaisquer que sejam as formas adotadas de carência paterna, é no banco dos réus que ela coloca os pais contemporâneos e nos convida à história de um processo, processo do ‘pai’ e da paternidade e não do ‘homem’: ainda que a confusão entre esses dois termos esteja no coração da noção de carência. (Idem, p. 119).
 
Em meio a essa carência, a práxis clínica vai se tecendo e abrindo espaço, lugar para novas invenções de nomes, de modo a permitir que o sujeito, pela via da alteridade transferencial, traga à tona seus nomes do pai nas suas mais variadas linguagens. O analista é, supostamente, colocado no lugar do saber, do representante da ordem, do sentido, do mestre: “o mestre é, por definição, aquele que não pára de representar a lei, garantindo com sua palavra do que se compõe a responsabilidade de cada um” (JULIEN, 1996, p. 98).
Transferencialmente, a análise permite ao sujeito uma identificação com o pai, com a representação da lei, e tal identificação é que determina o modo de relação com o objeto, com seu mundo. A partir dos deslizamentos entre significantes meio às palavras, na relação analista-analisante, os significantes enquanto nomes vão se manifestando como produtor da diferença e como marca singular do sujeito, fruto da sua responsabilidade com seus desejos. Eis a arte do encontro na clínica... Encontro com os desejos.
É dessa arte que vem responder uma clínica compatível aos novos sintomas da contemporaneidade, a um mundo de redes, horizontal, como teorizou o psicanalista Jorge Forbes (p. 9, 2012). Nesse admirável novo mundo, os padrões verticais da sociedade foram deslocados, de modo que o laço social foi horizontalizado, assim criando a conhecida sociedade em rede, que exige uma nova figura do pai.
Foi-se a época em que o pai era tido como uma das principais referências em uma sociedade vertical, marcada por padrões estáveis orientadores, mas passa a ser o garantidor da flexibilidade da referência, o legitimador da invenção de formas de viver. Eis um duplo movimento de invenção e responsabilidade, enquanto a mãe autoriza a invenção, o pai a legitima, deixa existir, colocar fora. Então, o desafio do sujeito é inventar uma forma singular de ocupar o seu lugar na vida com coragem de expor essa singularidade, inscrevê-la no mundo se responsabilizando por ela.
          O propósito agora é realizar uma apresentação de fragmento de caso clínico numa articulação entre teoria e prática à luz da psicanálise, mas não deixando de ser um mero recorte quando se fala da proporção de subjetividade implicada na relação transferencial. Vale ainda salientar que estamos falando de sujeito do inconsciente, regido pela ética do desejo e que se encontra num contínuo processo de construção e reconstrução.
 
  
Caso clínico: “Barulhinhos do silêncio” para o pai-encontro
 
 Mônica[1], a mãe de Gabriel (nove anos), demandou psicoterapia para o filho queixando-se, principalmente, dos “comportamentos estranhos” (sic) que ele vinha apresentando há aproximadamente três anos: lavar muito as mãos de maneira compulsiva, pegar no pênis porque dizia que estava doendo, fazer um “barulhinho” na garganta “como se estivesse coçando”, cuspir na mão e passar pelo corpo, mexer nos olhos compulsivamente quando está com insônia, fazer umas “caretas” entronchando a boca.
Com um tempo, ela disse que a criança deixou de fazer essas “manias” e passou a esfregar o pênis, concomitantemente, fazendo um outro “barulhinho” (ôe, ôe, ôe,...) sempre que ia a qualquer banheiro. Algo que parecia ser mais um deslocamento de “barulhinhos”. Além disso, ela se queixava bastante dizendo: “ele cola mesmo em mim, doutora!”, assim se referindo ao fato do filho não a deixar sair sozinha, de querer a acompanhar para todo canto que ela fosse: “Mãe, eu não vivo sem você!” (sic).
Já na primeira entrevista, Mônica revelou que existe uma imensa dúvida da filiação de Gabriel, ou melhor, a princípio ela dizia que ele era fruto de um relacionamento aventureiro que teve em viagem e depois voltou grávida para Paulo, seu atual companheiro e padrasto do paciente, fez essa revelação e este assumiu a paternidade de Gabriel sem hesitar. Mannoni (1989, p.63) teorizou dizendo que “a criança é o suporte das tensões inconscientes dos pais e está marcada pelo não dito de sintomas e segredos”.
O sujeito que a família elegeu, inconscientemente, para reconfigurar a trama familiar, no caso aqui a criança, veio falar dele, mas não deixando de falar dos Outros que também o faz sujeito de desejo ou, às vezes, estes parecem querer calar esse sujeito, não deixar ser desejante, apesar de ele estar clamando por isso.
As sessões com Gabriel eram fortemente temáticas e pareciam ser desenroladas a partir de “significantes-chaves” que se deslizavam no decorrer daquele espaço de mútuo investimento. Uma conversa bem estruturada não acontecia, mas era justamente essa suposta falta de estrutura que parecia permitir emergir, fazer falar o sujeito inconsciente; assim podendo designar com palavras o que o sintoma tinha por missão ocultar: “é somente aquele que escapa das aparências pode chegar à verdade” (Lacan, 1999). 
Apesar de uma possível dificuldade de se expressar verbalmente, inclusive devido a problemas fonoaudiológicos, a comunicação da criança era de maneira bastante espirituosa e suas diversas produções pareciam falar a todo o momento, envolvidas por um simbolismo, por enigmas reveladores.  Desenhos em sua maioria com conteúdos bastante fálicos, trechos de músicas, modelagens, jogos sugestivos, frases aparentemente sem sentido, brincadeiras com fantoches, enfim... Um arsenal de linguageiros[2], de supostos barulhinhos que sinalizavam um jogo de “vela-desvela”[3] no jeito de ser juntos, na dimensão lúdica de cada sessão.
No decorrer das sessões, a dinâmica infantil transparecia, cada vez mais, acontecer de maneira tão singular e se fazia bastante presente nas suas criativas linguagens. Algo apontava para o emergir de um pacto tácito com a criança, de modo que ali parecia ser um lugar de morada, um “espaço potencial”[4], advindo da dinâmica trasferencial, para fazer falar, movimentar seus atos criativos em prol de seu próprio estilo de escrever sua vida, sua história mediada  pelas inovações do brincar.  
Numa dada sessão, a criança fez um desenho bastante significativo com várias “comidas típicas”, ele mesmo denominou o tema, entre estas e em destaque havia uma maça e ele disse que gostava mais dela, “só se não for venenosa” porque “é da madrasta”. Daí perguntei: “e o padrasto?!” e ele diz: “isso não existe não!”. Disse ainda que as frutas do desenho eram para Paulo (seu padrasto) porque ele não comia coisas boas, e ainda escreveu uma frase no próprio desenho: “O Paulo come comida de todo resto só come maça, banana, cana-de-açucar, milho, toma-coco, toma-café, e não esqueça de Paulo... Vá é pra comer tudo!”.
Além disso, essa produção de Gabriel traz uma conotação de que o mesmo, inconscientemente, já sabe do segredo da família e, ao mesmo tempo, parece ter raiva do pai por sua passividade. Isso também fez remeter a episódios relatados pela mãe de  quando o filho era mais novo, ele ficava agressivo com o seu pai sem motivo concreto, de modo que já chegou a falar que iria furá-lo, além disso, transparecia essa raiva com beliscões no padrasto. A mãe dizia não entender o porquê desse comportamento de Gabriel quando o pai era tão “paciente com todos” (sic). Talvez, um tanto passivo com tudo!
Essa suposta passividade paterna dá uma indicação do não-lugar simbólico reconhecido ao suposto pai, ou seja, o lugar que é reconhecido a esse nome e a essa função na família em questão. Daí, isso incita também a remeter à frase imperativa da criança no desenho: “vá, é pra comer tudo!”, assim como seu apelo para não esquecer de Paulo numa data tão precisamente marcada, uma espécie de “encontro marcado” a partir das palavras que ali pareciam reservar um lugar para o pai e, consequentemente, o seu próprio lugar, a sua marca enquanto sujeito no universo da sociedade/cultura.
            O psicanalista Jen-Pierre Lebrun (2009) fala da necessidade de engajamento subjetivo dos cuidadores em prol da organização do novo laço social onde se percebe mudança na maneira como os lugares estão investidos, uma vez que há uma mutação sem precedentes da organização do laço social. Dessa forma, não se pôde deixar de tentar fazer uma conexão com a sessão da data referida por Gabriel. Neste dia, algo marcante foi a brincadeira com fantoches que partiu da iniciativa da criança, que escolheu representar um sapo e escolheu um urso para que eu o representasse.
No decorrer da brincadeira, a criança às vezes imitava um cachorro, mesmo no seu papel de sapo, quando queria ser agressivo com o urso, representado por mim. Gabriel poderia está aí expressando a raiva que sente do “urso”, o próprio pai biológico que o abandonou, e que ao mesmo tempo essa raiva recai sobre o pai adotivo Paulo, o seu suposto representante da figura paterna e que parece não desempenhar esse papel com tanta veemência; assim, vai deixando o seu poder de interdição, em nome de uma “lei paterna” um tanto aquém das demandas psíquicas familiar, estando num lugar sem consistência subjetiva em nome dessa lei.
            Desenhos com conteúdos fálicos eram comuns nas produções gráficas da criança. Uma forte carga de energia pulsional parecia querer tomar caminhos menos árduos na sua dinâmica intrapsíquica, parecia querer delimitar o que estava sem limite, aquilo que as palavras faziam barulhos para encontrar o caminho do que estava em “silêncio”.
Essa energia pulsional sem destino e em busca de um equilíbrio aparentava ser via de descarga e satisfação através de seus sintomas, nos seus variados rituais. Pode-se, então, dizer que a pulsão, ao mesmo tempo em que representa o corpo no psiquismo, somente pode ser conhecida, se fazer presente no psiquismo, por seus representantes: “ela nunca se dá por si mesma” (GARCIA-ROZA, 2002, p.115), mas pela idéia e pelo afeto. A pulsão em si mesma “ocupa uma região de silêncio” (idem, 1986, p.9).
A pulsão acumulada indicava ter efeito traumático sobre o aparelho psíquico da criança. Entretanto, a sublimação para o intelectual e as várias “soluções criativas” que ele sinalizava num movimento de recriar uma outra imagem para seu dinamismo mental, traz um indicativo do manejar saudável dessa energia a pulsar e talvez uma nova forma de identificação com a imagem de pai, sobretudo na sua função de guia. Parafraseando Hurstel (1999, p.159): “o filho é identificado com uma imago de pai, no sentido da teoria psicanalítica: uma representação complexa que orienta a forma pela qual o sujeito apreende outrem ou ele mesmo. Essa imagem tem uma função central, a de guia”.
Na relação transferencial, Gabriel levou elementos que pareciam mostrar esse desejo de ser, de poder viver, de falar com voz própria. Numa dada sessão, a criança se mostrou bastante ansiosa para começar o seu atendimento, procurou os gibis para ler e ficou bastante concentrado na leitura, como já havia acontecido em outras sessões. Ele parecia mergulhar nas historinhas e o que mais parecia atraí-lo para isso era o fato da sua mãe priva-lo de ler gibis porque dizia que o filho entra em outro mundo e quer fazer o que os personagens fazem.
Mas o menino descobriu que ali nas sessões também poderia desfrutar do prazer de ler gibis e as atenções dele se voltaram para esse mundo de fantasias. Sendo assim, numa dada sessão, Gabriel se debruçou nas leituras em quadrinhos, de modo a não parecer ecoar qualquer intervenção. Até que após uma pergunta, ele cantou: “ler gibi, ler gibi, ler gibi ôooo ler gibi!”, nitidamente numa entonação com a música “Let it be” dos Beatles, a qual tem como tradução: “Deixa Ser”. Isso ressoou como um significante bastante forte dentro do contexto da história dele e da relação transferencial. 
Deixar ser, viver, desejar parecia ser o cerne daquilo que vinha falar os sintomas de Gabriel. Sintomas estes que estavam transbordando de energia, de pulsão e gritavam, faziam “barulhinhos” para que pudessem ser ouvidos dentro de uma linguagem do sujeito falante e não através de terceiros. Não é por acaso que um outro possível significante e com o qual se nomeou este trabalho veio à tona em outro momento transferencial da seguinte forma: “barulhinhos do silêncio” e o paciente ainda complementou dizendo: “mãe, o silêncio tá fazendo barulho!”.
Gabriel parecia está querendo dizer que aquilo que antes tinha som de mero barulho sem sentido, algo que fazia querer calar e permanecer em segredo, agora tem espaço para ressignificações e ir tomando sentido com o próprio sujeito que fala e que deseja, assim podendo deslizar cada vez mais esses “barulhinhos” numa cadeia de significantes. Tal deslizamento anda junto com a importância que mãe atribui ao pai, à sua palavra, à sua autoridade, do lugar que ela reserva ao Nome-do-pai na promoção da lei.
            A criatividade daquele que quer falar, do sujeito desejante, no caso aqui a criança, deu margem para construir “regras próprias” [5] dentro de um jogo imerso num simbolismo que fala por si só, de modo a escapar de uma compreensão de maneira centrada, objetiva uma vez que é algo que parece emergir de um descentramento latente, numa abertura para o indescritível. Freud comparou o jogo da criança à criação poética. A criança, diz ele, “cria pelo jogo um mundo dela ou, mais exatamente, reordena segundo sua ideia as coisas deste mundo” (MANNONI, 1999, p.19).
Assim, pode-se dizer que algumas brincadeiras com o menino ocorreram meio que enigmaticamente dentro de uma dialética entre o “privado do artista” (a criança) e o público, representado por mim (figura de suposto saber) onde foi possível estabelecer uma conexão simbólica com a trama familiar em que existe um silêncio, um segredo que parece ressoar na criança como proibido, “proibido falar”, que sufoca e que tem a ilusão de tamponar algo que não quer calar. Daí descolar (o gozo do cola-descola entre mãe e filho), jogar no lixo “todo o resto que Paulo come”, no caso a sua própria mãe, parece dar certo sentido de liberdade para desatar os nós familiares, desconstruir alienações endereçadas ao Outro e assim deixar ser o sujeito falante com suas novas alianças: “Let It Be”!!!
Lacan ainda vai dizer: “Vocês verão as coisas se esclarecerem singularmente a partir do momento em que centrarem suas perguntas na criança como sujeito, como aquele de quem provém a demanda, aquele onde se forma o desejo – e toda análise é uma dialética do desejo.” (in Miller, 1999)
Criatividade e singularidade no nascer para seu desejo parecia ser o pano de fundo das cenas artísticas, do agir ‘po-ético’ naquele estar junto com Gabriel. Novas formas de saber viver sinalizavam lançar espaço no ser juntos, no “brincar com sentido” atrelado ao cenário em que o “sujeito se sente existindo por se sentir criando e agindo” (COSTA, 2002). Nas suas criações, o indivíduo reconstrói a função paterna por estar imerso num trabalho de palavras pessoais e, assim, vai reconfigurando o lugar do terceiro no seu psiquismo, no seu estar com o mundo. Nessa dinâmica, inventam-se novos nomes, novas modalidades de encontro com a lei, encontro com uma “terceira realidade”, enfim, reinventam-se novas formas de aliança... Novos encontros com o pai.
 
 
 
 
REFERÊNCIAS
 
 
FORBES, Jorge. Inconsciente e Responsabilidade: Psicanálise do Século XXI. Editora Manole, 2012.
 
FREIRE COSTA, Jurandir. Criatividade, transgressão e ética. Em PLASTINO, C.A. (org.), Transgressões. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2002.
 
GARCIA-ROZA, L. A. Freud e o inconsciente. 19ª ed., Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.
 
HURSTEL, Françoise. As novas fronteiras da paternidade. Tradução de Emma Elisa Carneiro de Castro. Campinas: Papirus Editora, 1999.
 
JULIEN, Philippe. O Estranho gozo do próximo: ética e psicanálise. Tradução de Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1996.
 
LACAN, Jaques. O Seminário: Livro 5: As formações do inconsciente. Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Tradução de Vera Ribeiro. Versão final de Marcus André Vieira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.
 
LEBRUN, Jean-Pierre. Clínica da instituição: o que a psicanálise contribui para a vida coletiva; tradução Sandra Chapadeiro. Porto Alegre: CMC Editora, 2009.
 
MANNONI, Maud. Um Saber que Não se Sabe: a experiência analítica. Campinas, SP: Papirus, 1989.

 




[1] A fim de preservar a identidade das pessoas, os nomes mencionados neste caso clínico são fictícios.
 
[2] Um modo discursivo singular na fala do analisante (criança) que sinaliza relação com atualizações inconscientes.
[3] Metáfora utilizada para sobressair o duplo sentido da palavra em que alude a um movimento do manifestar, do velar da verdade junto com o desvelar, o revelar do segredo.
 
[5] Termo que faz referência à maneira singular que a criança encontra, a partir da criação de suas próprias regras no jogo lúdico, para expressar conteúdos de ordem inconsciente.

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